Natureza Tecida
Explore fios, memórias e cogumelos gigantes em um cenário acolhedor cheio de poesia e ancestralidade.

Rede invisível da Terra
a Costura da Vida
Está no micélio o fio que costura a vida. Abrigado na parte vegetativa dos fungos, ele é composto por longos filamentos que se desmembram em um emaranhado sem fim, gerando uma rede subterrânea de comunicação que pode ser considerada como o primeiro modelo de “interconectividade” – palavra que, hoje, foi cooptada e passou a carregar novos significados.
Não é incomum para termos originados na natureza: quando você ouve a palavra “nuvem”, a primeira imagem que vem à mente é a do céu ou de um banco de dados suspenso no ambiente digital?
Em ambos os casos, as definições atribuídas por contexto parecem integrar o imaginário moderno arranhando apenas a superfície. Mas que ninguém se engane: tudo no micélio, literal ou metaforicamente, diz respeito à profundidade.
O essencial, afinal, frequentemente não se apresenta de forma visível.
Não é incomum para termos originados na natureza: quando você ouve a palavra “nuvem”, a primeira imagem que vem à mente é a do céu ou de um banco de dados suspenso no ambiente digital?
Em ambos os casos, as definições atribuídas por contexto parecem integrar o imaginário moderno arranhando apenas a superfície. Mas que ninguém se engane: tudo no micélio, literal ou metaforicamente, diz respeito à profundidade.
O essencial, afinal, frequentemente não se apresenta de forma visível.
Há pouco mais de dois anos, quando deu início à obra “Natureza Tecida”, Sandra Anselmi se viu tramando algo cujo resultado final não poderia antecipar.
Veja bem, cogumelos brotam na natureza de maneira orgânica, assim como é a metodologia da artista: livre, intuitiva, informada apenas pelas experiências do saber-fazer manual em sua trajetória – alinhavada desde a infância com a criação têxtil –, mas também por aqueles pequenos milagres do acaso.
Aqueles que só foram possíveis a partir da decisão de usar suas mãos como ferramenta, ocasionando manobras e torções que contêm intenção, mas são também suscetíveis à imprevisibilidade da emoção, em detrimento da técnica pura e absoluta.
A instalação de esculturas têxteis que você vê aqui é a manifestação visível de algo com raízes inacessíveis ao olho. É a investigação criativa arraigada em uma artista que busca compreender a linguagem de sua própria natureza, mas que faz isso partindo de uma observação sensível sobre a ideia do conhecimento ampliado pela coletividade.
Veja bem, cogumelos brotam na natureza de maneira orgânica, assim como é a metodologia da artista: livre, intuitiva, informada apenas pelas experiências do saber-fazer manual em sua trajetória – alinhavada desde a infância com a criação têxtil –, mas também por aqueles pequenos milagres do acaso.
Aqueles que só foram possíveis a partir da decisão de usar suas mãos como ferramenta, ocasionando manobras e torções que contêm intenção, mas são também suscetíveis à imprevisibilidade da emoção, em detrimento da técnica pura e absoluta.
A instalação de esculturas têxteis que você vê aqui é a manifestação visível de algo com raízes inacessíveis ao olho. É a investigação criativa arraigada em uma artista que busca compreender a linguagem de sua própria natureza, mas que faz isso partindo de uma observação sensível sobre a ideia do conhecimento ampliado pela coletividade.
O que pode ser ouvido quando não há nada sendo dito através da comunicação verbal?
De um ponto de vista histórico, individualidade, autonomia e independência foram algumas das categorias através das quais buscamos organizar a vida humana. O micélio nos convida a questionar isso tudo: apto a compreender a condição de organismos mais frágeis, ele transfere, pelos tratos digestivos da floresta, os nutrientes que garantem a manutenção da vida, evidenciando uma forma de inteligência comunitária.
Porque, sim, o fato de que nos falta habilidade para a comunicação com a natureza não implica que ela não carregue inteligência – talvez isso diga mais sobre nossa inaptidão para nos comunicarmos do que qualquer outra coisa. É uma contradição perfeita frente ao avanço no desenvolvimento de recursos tecnológicos que têm como finalidade a troca e o compartilhamento.
“Os seres humanos estão interligados por fios invisíveis, conectando elementos como memória e ancestralidade. Construo a minha obra de maneira em que as tramas do tricô propõem uma complexidade distinta: cada fio representa um indivíduo; cada nó, um ponto de encontro de histórias e saberes”, define a artista.
De um ponto de vista histórico, individualidade, autonomia e independência foram algumas das categorias através das quais buscamos organizar a vida humana. O micélio nos convida a questionar isso tudo: apto a compreender a condição de organismos mais frágeis, ele transfere, pelos tratos digestivos da floresta, os nutrientes que garantem a manutenção da vida, evidenciando uma forma de inteligência comunitária.
Porque, sim, o fato de que nos falta habilidade para a comunicação com a natureza não implica que ela não carregue inteligência – talvez isso diga mais sobre nossa inaptidão para nos comunicarmos do que qualquer outra coisa. É uma contradição perfeita frente ao avanço no desenvolvimento de recursos tecnológicos que têm como finalidade a troca e o compartilhamento.
“Os seres humanos estão interligados por fios invisíveis, conectando elementos como memória e ancestralidade. Construo a minha obra de maneira em que as tramas do tricô propõem uma complexidade distinta: cada fio representa um indivíduo; cada nó, um ponto de encontro de histórias e saberes”, define a artista.
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DETALHES DO EVENTO

Sobre Sandra Anselmi
A artífice dos fios que contam histórias
Estilo e técnica
Sua arte combina técnicas manuais — como tricô e tapeçaria — com tecnologia 3D e uma preocupação importante com a sustentabilidade: ela utiliza resíduos de fios que seriam descartados, dando nova vida e significado a esse material.
Enraizada na ancestralidade e na vida real
Desde a infância, Sandra tem uma ligação com o tricô e o trabalho manual. Em suas obras, cada fio representa um indivíduo e cada nó é um encontro de memórias, saberes e histórias — tudo isso permeado por uma sensibilidade orgânica, intuitiva e tocada pelo acaso poético
Sua arte combina técnicas manuais — como tricô e tapeçaria — com tecnologia 3D e uma preocupação importante com a sustentabilidade: ela utiliza resíduos de fios que seriam descartados, dando nova vida e significado a esse material.
Enraizada na ancestralidade e na vida real
Desde a infância, Sandra tem uma ligação com o tricô e o trabalho manual. Em suas obras, cada fio representa um indivíduo e cada nó é um encontro de memórias, saberes e histórias — tudo isso permeado por uma sensibilidade orgânica, intuitiva e tocada pelo acaso poético



